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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O Mito de Peixes


Fuçando no site Mistérios Antigos, tem um tópico bacana lá sobre a mitologia e os signos...vale a pena ler...eu tenho a Lua em Paixes, então, tratei de conferir ela, pois como tenho Sol em Escorpião, sou muito regida pelas emoções (Lunar). Bem que eu já imaginava uma ligação forte que eu tenho com a Rainha do Submundo, Perséfone, mas olhe só, eu achava que era pelo aspecto do Sol em Escorpião! (Regente - Plutão, ma mitologia, HADES, o Rei do Submundo)


Segue:

Mitos de Peixes

Existem várias versões para o mito das sereias. A princípio acreditava-se que haviam apenas dois exemplares. Partênope e Lígia. Versões posteriores acrescentam Leucósia como o terceiro elemento. Uma tocava lira, outra cantava e a terceira tocava flauta. Eram jovens de uma beleza sem par e integravam o cortejo da misteriosa Perséfone. Quando Hades, o deus dos infernos raptou Perséfone, as sereias pediram aos deuses asas para que pudessem procurar sua ama em todos os lugares. Há uma versão que Deméter, a mãe de Perséfone, irada com seu rapto, subtraiu as asas das sereias e transformou-as em monstros.

Outra versão conta que Afrodite, enciumada com a beleza de suas concorrentes, transformou-as em sereias ou seja metade mulheres e da cintura para baixo peixes para que nunca pudessem vir a usufruir dos prazeres do corpo.

Como empregadas de Perséfone, agora a rainha dos onfernos, as sereias estavam encarregadas de levar as almas para sua senhora. Ficavam muna ilha do Mediterrâneo aguardando a passagem de barcos com pescadores e marinheiros para depois de enfeitiçá-los com sua beleza e cânticos, as vítimas sucumbissem e, então cumpririam a missão de levar-lhes as almas.

Numa outra versão a sereia se apaixona por um jovem ingênuo. Os dois compartilhavam de mundos completamente diferentes mas para poderem ficar juntos, a sereia depois de analisar todo o sacrifício que deveria fazer propõe ao jovem algumas condições.

Este não poderia perguntar-lhe o verdadeiro nome, não poderia abrir uma caixinha dourada que a mesma guardava em seu armário e nem entrar no quarto dela numa determinada hora. Estas condições só foram respeitadas temporariamente e, transgredindo as solicitações seja por simples curiosidade seja por desrespeito, o encanto quebrou-se e os dois não puderam mais conviver juntos e a sereia partiu para sempre deixando o jovem desolado.

Cada uma das passagens apresentadas tem muitas das características das pessoas que tem a data de nascimento compreendida entre "20 de fevereiro" e "20 de março", ascendente em Peixes ou que tem Netuno como planeta importante no Mapa Natal.

Outros mitos importantes de Peixes são o de Poseidon, o de Tifão e o de Dionísio.

Características de peixes:

Secretos, misteriosos, difíceis de entender, ora alegres, ora tristes, paradoxais, enigmáticos, complexos, apresentam diversas faces para o mundo, conseguem penetrar profundamente no mundo das emoções. A emoções, no entanto quanto mais profundas muitas vezes passam a ter características nebulosas. Muitos conseguem contatar as profundezas do inconsciente. Muitos poetas, romancistas, compositores, músicos e até psicoterapêutas tem este tipo de experiência. Podem até traduzir sentimentos do inconsciente coletivo. Os piscianos são imprevisíveis e tem recursos interiores ilimitados.

Podem ter reações intempestivas, oscilarem de um extremo emocional a outro sem razão aparente. Podem ter o hábito de comerem muito e, outros, praticarem jejum para se purificarem. Tem facilidades para meditar e encontrar muitas das respostas às suas complexas questões através deste meio. Tem imaginação criativa e grande inspiração. Muitos vivem num mundo próprio, a parte, e tem dificuldades para se adaptarem ao mundo concreto das formas. Tem uma grande compaixão estendendo-se até aos animais de qualquer espécie. Tem uma grande ligação com as crianças que pode se dar através de suas fantasias como também devido a facilidade que tem de se adaptarem e de criarem.

Porém, quando se trata da educação de seus filhos tendem a delegar responsabilidade para seus cônjuges. São generosos e defendem sua prole contra qualquer animosidade externa que os ameace. Na relação amorosa não tem limites e muitas vezes assustam a pessoa amada com a imensidão de seus sentimentos sem barreiras. Podem apresentar o lado violento de suas reações emocionais que geram muitos desentendimentos. Às vezes os piscianos projetam suas emoções e conteúdos inconscientes nos outros no sentido de organizarem o mundo caótico em que vivem.

Muitas vezes projetam para se livrarem de coisas que não conseguem por outros meios. Este signo também está muito relacionado ao cinema, a fotografia, aos perfumes, ao carnaval e a todos os tipos de imagens projetadas. Podem se desvincular da realidade do dia a dia que pode parecer-lhes dolorosa e aí encontrarmos os viciados, alcoólatras, marginais, mendigos, usuários de drogas e psicopatas.

O signo de Peixes também nos ensina a usar de forma construtiva nossas intuições, e a buscar a cura através dos sonhos. São grandes curadores e conselheiros. Entendem os sacrificados que como eles também se sacrificam e sofrem. Cabe a eles traduzir a complexidade universal. Pode ser através da física como Einstein ou ajudando a muitos desesperados, doentes e sem rumo como o grande médium Edgar Cayse. São visionários, grandes artistas, excepcionais místicos. São os grandes magos do Zodíaco.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

CONGRESSO PARLAMENTAR INDÍGENA E MULHERES





Achei esse texto e achei pra lá de interessante, fica aqui então, a dica!
Pra ver o site, clica aqui



"A Terra é a nossa mãe. Dela recebemos a vida e a capacidade para viver. Zelar por nossa mãe é nossa responsabilidade e zelando por ela,estamos zelando por nós próprias. Nós, mulheres indígenas, somos manifestações da Mãe -Terra em forma humana.Molestar, destruir, minimizar as manifestações da Mãe- Terra é ir contra a sua natureza, pois na natureza tudo deve fluir, assim como os rios que correm, os mares que enchem e esvaziam, como as cachoeiras que caem, como as pedras que rolam, como os filhotes que nascem e crescem, como a chuva que cai, como as luas que se enchem e vão, como o sol que esquenta e esfria, como a vida humana e animal que brota e transforma-se em húmus para a terra.Ir contra todos esses segmentos é violar o sagrado.A base filosófica de nossas vidas, como mulheres e povos indígenas, nessas 206 nações indígenas brasileiras, com culturas e línguas diferenciadas é o respeito pelo sagrado, pelo que foi criado pela natureza e a mulher faz parte deste sagrado, por isso sua palavra é sagrada, tanto quanto a Terra. E toda a sua cultura e espiritualidade relacionadas ao sagrado humano, deve ser respeitada.

Aqui queremos lembrar as sociedades matriarcais, originais, onde a palavra da mulher era uma força, uma decisão política. Mas o capital, a exploração do homem pelo homem, o egoísmo, a discriminação cultural e filosófica, o poder, a colonização limitaram essa força da mulher. Mas nos últimos dois séculos vemos aqui ou acolá, pipocar um grito estrangulado de uma mulher indígena, um grito estrangulado, mas determinado, como é o caso de alguns desses gritos pelo Brasil afora, resultando nas organizações de base dessas mulheres.E essas mulheres vêm transformado-se em educadoras, reprodutoras, agentes transformadoras da sociedade em que vivem.

Muitas delas como a primeira prefeita no Brasil, a índia Potiguara, enfermeira Iracy Cassiano ( popularmente chamada de Nancy), foi uma vitória no início da década de 90, mas que esbarrou em obstáculos históricos , políticos e culturais, assim como a organização de mulheres indígenas (Grumin) esbarrou, porque ali se formava com seu precioso apoio.A Associação de mulheres indígenas de Manaus foi criada para aglutinar mulheres imigrantes de suas terras originais e que só tinham como opção de trabalho, labutar como empregadas domésticas nas casas dos coronéis ou cair nos prostíbulos ou servir ao tráfico internacional.As aldeadas continuavam a servirem aos militares ou sofrer as violências oriundas das invasões de terras indígenas."

texto ELIANE POTIGUARA

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

De Xamanismo e Ecofeminismo



Esse texto eu encontrei pesquisando na net, e traduzi pra postar aqui. Se tiver algum erro ou dúvida, postem nos comments que eu corrijo!



Ecofeminismo e Xamanismo

por Gloria Fernan Orenstein

O folclore e as culturas estudados/recordados no ecofeminismo são considerados lendas ou mitos, as histórias que fazem parte de tal cultura frequentemente contém lições que nos faria bem se nos dispormos a compreendê-las. É preciso lembrar que procuramos por mais que apenas proteção espiritual, e estarmos sempre cientes dos riscos que envolvem trabalhar com pessoas de poder. Elas costumam ser muito humanas , e, parecido com os não-xamãs, tendem a abusar do poder. Acima de tudo, é preciso parar de banalizar o plano espiritual. Nós devemos praticar tais rituais certos de que seus efeitos são reais e que através deles nos comunicamos diretamente com outros planos. Mais importante que desnudar uma cultura estrangeira e suas posses espirituais, nós devemos começar a contribuir para a sobrevivência delas.
Precisamos começar a estabelecer padrões para a prática do Xamanismo, com o intento de proteger a população do charlatanismo e “new agers”, que nada sabem sobre o plano espiritual, e muito menos sobre consciência humana e psicologia, Os “new agers” não reverenciam exatamentea Terra (eles mais a “estupram” em busca de cristais para serem comercializados), e nem mesmo respeitam o feminismo. Um xamã “new ager” pode facilmente levar um neófito apaixonado e curioso a um estado de sérios danos mentais, ou simplesmente propagar a ignorância, a arrogância e falta de qualquer responsabilidade, que é característico da tagarelação que aparece em tais organizações. É preciso manter em mente que o Xamanismo é tão sério quanto uma cirurgia.
Nós nos permitiríamos ter o cérebro ou o coração operados por alguem não-treinado numa faculdade de medicina? Da perspectiva ecofeminista sobre ética, não devemos nunca esquecer o fato de que a misoginia e o dualismo enraizado na cultura branca-ocidental é responsável pela exploração tanto da Mulher quanto da Natureza. Por outro lado, não precisamos também nos afogar em culpa a ponto de arriscar nossas vidas. Devemos criar uma forma de equilíbrio em que possamos honrar as culturas não-Ocidentias e nós mesmas por todos os benefícios, enquanto mantemos constantemente uma posição crítica diante de toda forma de abuso de poder. Se levarmos as lições do Xamanismo a sério, e se revisarmos a nossa Cosmologia a tempo, se nós praticarmos o ecofeminismo de forma ética, honrado tanto o plano material quanto o espiritual, então, eu espero, que haja verdadeira esperança para que possamos nos curar e curar nossa Terra-Mãe.

Gloria Feman Orenstein é Professora de Literatura Comparativa e Coordenadora do Programa de Estudo de Mulheres e Homens na Sociedade, na Universidade da Califórnia, autora de "Theatre of Marvellous" e co-editora de "Reweaving the World: The Emergence of Ecofeminism" (inédito no Brasil pelo que pequisei, mas que em breve estará na minha coleção!)